A esta altura do campeonato, já sabemos que há nomes mais consensuais do que outros. E, mesmo dentro destes menos consensuais, existem alguns que despertam sentimentos totalmente antagónicos. Nos últimos tempos, Pureza saiu da obscuridade - foi o nome escolhido há uns dias para a sobrinha da Carolina Patrocínio e esteve na lista de uma das mummy-bloggers mais influentes do momento em Portugal - e as reacções indicam-me que, ou se ama, ou se detesta. Já o escrevi aqui, aliás: ou há uma propensão para este tipo de nomes ou o mais provável é que parecem inutilizáveis.
Até há pouco tempo, Pureza tinha de estar inserido no conjunto Maria da Pureza, usado como epíteto de Nossa Senhora. Um nome religioso, portanto, associado a um belíssimo adjetivo - pura - e a um substantivo que sugere Inocência. Nos livros sobre nomes, é comum encontrar Pureza rodeado de outros nomes Virtuosos, como por exemplo, Esperança, Graça, Mercês ou Constância.
Pureza não está na minha lista de nomes preferidos, mas gosto da sua sonoridade; faz-me lembrar Teresa, que considero simplesmente perfeito, mas admito que o seu significado literal me desmotiva. Além disso, também não é muito dado a diminutivos e trocar Pureza por Purinha parece-me mau negócio...
Para terminar, resta lembrar que este é um nome pouco comum em Portugal - três registos em 2013 [apenas um em 2012, zero em 2011] e apenas um registo de Maria da Pureza.